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"Este Papel manteiga para embrulhar segredos :: cartas culinárias não forra as fôrmas, sequer se deixa descansar nele a cobertura do bombom. Este papiro é compatível com a língua, a física e a falada, pode-se embrulhar nele sabores factíveis e ficciones. Livros que receitam são tão íntimos quanto o amor. Receitas são letras e não o bolo em si, a bandeja. Porque palavras se transformam em bolo se você quiser. Eis um romance permeado de receitas até para quem não tem fogão. Cozinhe e faça a sesta, uma vez que as cartas/capítulos deste romance levam o leitor ao sombreiro que a boa literatura traz aos bons de prato. Ingredientes unidos por Tatiana Damberg, em alquímica sabedoria, encontram seu cozimento nas graças de Cristiane Lisboa, que faz literatura até com miolo de pão. A forma como se escolhe ingredientes, como se perfuma as panelas e se deixa cozer as carnes, foi, é, e sempre será misteriosa para quem a faz, imagine para quem a lê. Tem as mãos um romance epistolar, receitas solares e madrigais. Alcance uma poltrona e dispense o guardanapo. Ninguém está olhando."
Orelha do livro, pela Andréa del Fuego
Em 2005 recebi um convite irrecusável. Receitar comidinhas para acompanhar as cartas de Antônia à sua Bisa no livro Papel manteiga para embrulhar segredos :: cartas culnárias, fruto do coração da talentosa Cristiane Lisbôa, escritora prendada e dona de micra-editora muito charmosa. Aceitei o convite sem titubear.
O livro está à venda em boas livrarias, mas se por acaso não achar, procure a Camila Perlingeiro, que é a editora mais querida que há, na Memória Visual.
Memória Visual
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